'IMPLICITUS' – J. B. CÉSAR – EXPOSIÇÃO | JAN-FEV

JANEIRO / FEVEREIRO

GALERIA-BAR

ENTRADA GRATUITA

[Abertura: 11 de Janeiro]
 
EXPOSIÇÃO DE PINTURA
'IMPLICITUS'

J. B. CÉSAR

 

J. B. César nasceu em Chaves em 1955.

Foi o fundador e director da rádio Antena Radiante, do Jornal de Chaves e do Semanário Transmontano.

Como jornalista profissional, foi colaborador do Jornal de Notícias, do Comércio do Porto e do diário La Región, de Ourense (Galiza).

Como fotógrafo amador, já fotografou em todos os 276 concelhos portugueses do continente e em 49 das 50 províncias de Espanha. Ganhou inúmeros concursos de fotografia regionais e nacionais.

Foi o criador e organizador do Festimage – Festival Internacional da Imagem, que, nas suas cinco edições, teve mais de onze mil participantes, oriundos de mais de 100 países.

Em 2013 publicou o seu primeiro romance, intitulado “Claro que não, antes pelo contrário”.

Em 2022 publicou o livro “Custa a verdade abdicar dos bifes”, com o qual, em 2018, tinha vencido o Prémio Literário Bento da Cruz.

Ao longo da sua vida esteve sempre ligado ao desenho e às artes gráficas.

Os seus primeiros quadros são de 1982.

Os quadros da presente mostra resultam de duas concepções distintas.

Os elaborados com tinta acrílica (que são a maioria) – e que o autor designa de Série Implicitus – poderão aproximar-se da designada Arte Concreta, uma vez que são concebidos com elementos puramente plásticos, de planos e cores, significando-se apenas a si, privilegiando a simplicidade e a clareza, ainda que os espaços que envolvem as formas interiores sejam sempre implícitos a estas.

Ao contrário deste registo, que contraria o sensualismo e rompe com a arte como expressão de sentimentos e se afasta de qualquer representação da natureza, as restantes obras, ainda que nem sempre seja perceptível, são extractos de pormenores urbanos que o autor isolou, enquadrou, ministrou algum tratamento digital e afixou em tela.  

Considerando a depuração das formas, a harmonia das linhas e manchas, os encadeamentos assimétricos, ainda que não desprovidos de equilíbrio, e a saturação das cores, remete-nos este segundo grupo de quadros – que o autor designa de Série Affix – para algumas das características do movimento artístico que ficou conhecido como Neoplasticismo.